Esse ano para a festa da Clara contratei dois recreadores. Fiz uma busca na internet, cotei algumas empresas e fechei com a APOGEU EVENTOS.

Contratei especificamente este serviço:

02 Recreadores de uniformes ou caracterizados de Palhaços ou Personagens. Duração: 03 horas. Jogos, gincanas, brincadeiras, maquiagem artísticas, tatuagem e esculturas em balões. Custo: R$ 280,00

Como eu havia cotado também com outras empresas e o preço apesar de competitivo, estava um pouco acima, pedi que por esse valor eles me dessem uma hora de bônus, já que a festa teria 4h de duração. Ok, meu pedido foi aceito. Legal!

Dia da festa: com uma hora de antecedência os “recreadores” já estavam aqui, se trocaram e a criançada começou a chegar. Porém, durante todo o evento, eles ficaram apáticos, olhando as crianças se divertirem sozinhas – como elas bem sabem fazer, aliás. Me senti enganada, mas conforme havia combinado, paguei a outra metade que faltava para o casalzinho insosso ir embora. No dia seguinte, mandei um e-mail reclamando:

Gostaria de comunicar a minha decepção com os recreadores que vocês enviaram para minha festa. Acho que para exercer esse tipo de tarefa é necessária uma série de características que faltou de longe na dupla: iniciativa, atitude e firmeza são só algumas delas.

A idéia não é culpá-los, pois acho que vocês é que deveriam selecionar a equipe com mais critério de acordo com o perfil, fazer os treinamentos adequados e etc.

Em 4 horas de festa, eles se limitaram a fazer algumas tatuagens nas mãos das crianças e esculturas em balões. Eram apenas 14 crianças – número que, de acordo com a indicação de vocês, 1 recreador seria suficiente. E ainda assim, 2 não foram capazes de entretê-las. Eles ficaram horas olhando elas brincarem e mesmo com a minha insistência, pedindo que eles fizessem brincadeiras, estas não foram realizadas.

Definitivamente, eu não precisava pagar R$280 para que duas pessoas fossem à minha festa olhar meus convidados brincarem…

Fiquei com a sensação de dinheiro jogado fora. Só paguei porque havia me comprometido com vocês. Mas o compromisso que vocês assumiram comigo, definitivamente, não foi cumprido.

E aí, fiquei bem surpresa quando recebi a seguinte resposta:

Agradecemos a avaliação dos nossos serviços. Estamos trabalhando para que possamos atender as expectativas de nossos clientes.

Oi? Que tipo de resposta é essa? automática? Eu não estou fazendo uma avaliação dos serviços, filhinha. Estou fazendo uma RECLAMAÇÃO FORMAL. Qualquer empresinha com um mínimo de preparo, ou até mesmo só de boa fé, vai te responder com mais atenção, ligar pra você em vez de mandar um e-mail, pedir desculpas, dar um bônus, sei lá. Tentar reverter a situação ou pelo menos fazer com que o cliente não se sinta tão prejudicado.

Depois disso, enviei mais algumas mensagens dizendo que essa era uma resposta completamente despreparada e que eu gostaria de falar com a pessoa responsável.

Sabe quem entrou em contato comigo? NINGUÉM.

Acho que você não deve julgar uma empresa por ela ter cometido uma falha como a de me mandar um casal ruim para animar a festa. Esse fato isolado pode ter uma série de motivos aos quais eu estou alheia. Mas quando você faz uma reclamação e ela não é levada em conta em nenhum âmbito, aí sim, essa empresa deve ser julgada como despreparada e incapaz de executar seus serviços como deveria. Se o descaso foi total com uma coisa desse tipo, eu prefiro nem saber como eles se comportam quando dá algo errado na montagem de um evento completo. #MEDO

Num tempo onde as empresas deveriam se preocupar cada vez mais com a satisfação dos seus clientes, eu ainda vejo algumas com esse descaso absoluto, já que sempre vai ter um outro otário para comprar delas. E enquanto tiver otários validando essa atitude, elas – infelizmente – estarão lá.

Sabe aquele emprego legal que eu consegui no início do ano? Pois é, larguei.

Há anos trabalho com sistemas de gestão e de uns tempos pra cá me apaixonei por gestão da qualidade. Saí do emprego que tinha no Rio para vir morar em São Paulo e encafifei com a idéia que não ia ser feliz se não voltasse a trabalhar com isso. Até que depois de alguns meses arrumei um emprego na área. Fiquei bem satisfeita com o trabalho, mas em muuuuito pouco tempo (menos de 3 meses) o modelo chato de horário de expediente passou a me incomodar demais. O problema (ou solução?) é que em todas essas empresas que adotam esse tipo de trabalho que eu cismei que gosto de fazer, as pessoas tem que cumprir um certo horário, que normalmente não é flexível.

Não confundam não cumprir horário de expediente com “não ser comprometida” ou “não trabalhar o suficiente”. Eu tenho birra de quem acha isso. Não tenho problema em trabalhar, em levar trabalho pra casa e eventualmente virar noites trabalhando se necessário, mas quero ter vida.

Cansei de me sentir culpada por querer ver a Clara nadar, passar um tempinho com ela durante a semana ou ir à uma reunião da escola enquanto todo o resto da humanidade fica sempre até depois da hora no escritório ou no dia de rodízio chega antes das 7h e vai embora depois das 20h. Desculpe, mas quero poder ver minha filha crescer e participar da vida dela. Sem falar que quero poder ter tempo e pique pra participar da minha vida também…

Então resolvi que ia tentar a vida fazendo qualquer outra coisa que envolvesse organização, já que é isso que eu gosto de fazer. Aí, na mesma semana que pedi demissão, o Merigo falou da necessidade de uma pessoa para cuidar do comercial do Brainstorm#9 e cá estou eu!

Estamos repensando uma série de coisas para o site, estou aprendendo a lidar com publicidade stuff e… tenho certeza que agora vai :-D

O mundo pode esperar

Publicado: 14 de março, 2010
Categoria: Ser mãe é..., 3 comentários

Já dispensei uma faxineira que faltava demais pra levar o filho ao médico (era o que ela dizia) e estava sempre me deixando na mão. Eu bem que a mantive por um tempo nesse esquema, mas é uma coisa realmente irritante, não dá pra culpar um empregador. Ele não está interessado nos motivos que levam o empregado a faltar. Se ele precisa do cara lá e ele não pode estar, vai arranjar outro que possa. Triste fato.

E de uns tempos pra cá, eu sei bem que não adianta pedir pra outra pessoa – que seja o Cris ou a minha mãe – levar minha filha doente ao médico, porque sou eu que quero fazer todas as perguntas estapafúrdias que vierem à minha cabeça. Sou eu que quero ver a expressão dele ao examiná-la ou ao me dar qualquer diagnóstico que seja. Quando ela está se sentindo mal, é a mim que ela chama e sou eu que quero estar lá quando vier a febre e ela pedir colo. É um sentimento muito primário, não tem nem o que explicar.

Tenho sofrido por antecipação essa questão de faltar o trabalho para acompanhar a Clara mais de perto nesses momentos. Vou completar dois meses na empresa e já tive que pedir pra minha mãe vir correndo do Rio duas vezes para cuidar dela. Precisei faltar quando ela ficou internada. E agora mais uma vez, ela está precisando de mim.

Mas a verdade é que não há muito o que fazer e não adianta eu ficar me martirizando. Ela é a prioridade e com certeza o resto do mundo pode esperar…

O dia D

Publicado: 22 de fevereiro, 2010
Categoria: Blábláblá, Ser mãe é..., 2 comentários

E hoje – que é aniversário do papai Cris – minha filha voltou pra casa depois de longos 6 dias internada por conta de uma pneumonia.

Levamos ela ao PS na terça-feira de carnaval depois de uma noite mal dormida achando que uma nebulização resolveria o problema e de lá não saímos mais. O primeiro diagnóstico foi uma bronquite, mas com alguns exames complementares, foi constatada a pneumonia. Ela veio silenciosa, nem febre a Clara teve. Um dos pulmões estava bem ruinzinho, segundo a médica que a atendeu.

Foram dias difíceis dormindo muito mal no hospital, ouvindo ela pedir pra voltar pra casa, fazendo a maior manha na hora da fisioterapia, vendo a casa vazia e silenciosa…mas hoje ela voltou.

A família estava toda reunida, almoçamos, cantamos parabéns para o papai e o dia foi uma delícia. O tratamento continua em casa, vamos dar (mais) uma pausa na ida pra escola e a palavra que melhor expressa meus sentimentos agora é: UFA!

Check!

Publicado: 21 de fevereiro, 2010
Categoria: Aconteceu, virou manchete, Blábláblá, 3 comentários

E duas das resoluções de ano novo já estão aí, minha gente!

Iniciar uma atividade física

Sim senhor, eu comecei! Até que para uma genuína preguiçosa estou indo muito bem, obrigada 4 vezes por semana. Numa Curves em frente ao bloco onde trabalho. Malho na hora do almoço, então não tem preguiça. Na quarta me dou ao luxo de descansar e almoçar com calma. Agora só tenho que aliar fortemente a uma dieta que a coisa anda!

Conseguir um emprego legal.

Na primeira semana do ano recebi a ligação para uma entrevista e deu tudo certo. Faço um trabalho parecido com o que fazia no Rio, mas implantar um sistema de gestão é um desafio do qual eu ainda não tinha enfrentado. Fui super bem recebida e estou bastante motivada.

No final das contas, uma resolução puxou a outra e estou adorando a nova rotina. E o ano acabou de começar.

E as resoluções, hein?

Publicado: 4 de janeiro, 2010
Categoria: Blábláblá, 2 comentários

Fim de ano é época de balanço do que passou e de resoluções para o ano que vai começar. Esse ano a única resolução séria foi de iniciar uma atividade física. Porque essa é a ÚNICA que vai ano, vem ano, eu não consigo cumprir (sedentária motherfucker!).

Ano passado falei em fazer uma viagem bacana, trocar meu carro e resolver o impasse RioXSampa. Feito.

Voltar a estudar acabou ficando pra 2010 por conta do meio do ano tumultuado pela mudança. E na verdade ainda não decidi o que fazer (abafa o caso)…

Quero um emprego legal. Quero saúde, porque esse último semestre foi meio punk pra gente aqui em casa, principalmente pra Clara por conta de ter iniciado na escolinha. Quero viajar pra um lugar bacana que eu ainda não conheça. Ah! E quero descobrir uma maneira de engarrafar o cheiro da minha filha, porque não existe nada igual…

Tio Alê e tia Mônica deram pra Clara um ursinho que vem com canetinhas especiais atóxicas para pintá-lo à vontade. Depois é só colocar na máquina e voltar a pintar como quiser. A idéia é gênio e ela curtiu desenhar no bichinho. Aliás, tem vários modelos: cachorro, ponei, boneca. Muito, muito legal.

urso lavavel

Aí hoje vi esse vestido e fiquei completamente apaixonada pelo conceito, pela estampa e pela idéia sensacional da gente poder pintar da cor que quiser e quando enjoar, é só colocar pra lavar que ele volta ao preto e branco – também divino, aliás.

Ficaria facilmente hoooras experimentando cores e combinações nele :-P

colour-in-dress01

Por módicos 250 euros *na promô* de repente você consegue um, já que só foram confeccionados 50 desses. Humpf.

Amigo Oculto.

Publicado: 3 de dezembro, 2009
Categoria: Blábláblá, 1 comentário

Será que algum dia vou conseguir falar “amigo secreto” impunemente? :-P

Esse fim de ano vamos fazer um evento entre amigos e claro que não podia faltar o badalado amigo oculto. É um grupo grande e heterogêneo e hoje recebi a seguinte mensagem anônima:

me fale um pouco sobre você: seus hobbies, o que você costuma fazer, o que você gosta…

Eu respondi. E achei que valia publicar aqui pra que meus dois ou três leitores, pudessem saber um pouco sobre mim também. Aí vai.

Isso tá parecendo pergunta dos testes que tenho feito pra seleção de emprego…hahaha!

Seriados (o que gosto ou tenho visto): LOST, 24 horas, House, My Name is Earl, Grey’s Anatomy, Desperate Housewives, Ugly Betty, 30 Rock, Friends, Six Feet Under, Sex in the city.

Alguns filmes que amo: O Anjo Azul, Festim Diabólico, Forrest Gump, Toy Story, De Volta para o Futuro, Clube da Luta, Indiana Jones, Procurando Nemo, Amores Brutos, O Filha da Noiva, O Homem que Copiava, Fale com Ela, Era uma vez no Oeste, As Bicicletas de Belleville, Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, Antes do Amanhecer, Antes do Pôr-do-sol, O Bebê de Rosemary, O Iluminado, Laranja Mecânica, Os Miseráveis, O Anjo Exterminador, O Fabuloso Destino de Amelie Poulain, Kill Bill, Closer, Up.

O que gosto em relacão à música: Radiohead, Led Zeppelin, Beatles, Pink Floyd, U2, Travis, Doors, Rolling Stones, Soundgarden, The Who, James Brown, Fleetwood Mac, Jethro Tull, Creedence, Lynyrd Skynyrd, Ben Folds, Janis Joplin, Coldplay, Belle & Sebastian, Dave Matthews, Sigur Rós, REM, Chico Buarque, Pato Fu, Skank, Paralamas, Mutantes, Secos e Molhados, Rita Lee, Marisa Monte, Adriana Calcanhoto, Vanessa da Mata, Los Hermanos…nossa, tem mais, mas chega!

Gosto de ir ao cinema•, teatro, ler, escrever (mas não tenho feito muito de nada disso nos últimos tempos). Sair pra beber, comer, jogar conversa fora, bater perna em lojinhas e etc. Ultimamente, tenho curtido bastante ficar em casa, receber os amigos ou ir à casa deles.

• Ir ao cinema já virou evento de luxo: só vou quando é um filme que realmente mereça ser visto em tela grande: animações, com efeitos especiais, com explosões e coisas assim.

Não tenho a menor vocação pra ser dona de casa, cozinhar, essas coisas. Costumo dizer que sou uma ambientalista de araque: sou analista ambiental, mas detesto mato, fazer caminhadas, trilhas, acampamentos, ter que lidar com insetos e passar calor. Nunca conseguiria passar mais do que um final de semana prolongado numa casa de campo. Gosto de agitação e lugares com muitas opções do que fazer.

Sou organizada, teimosa, impaciente, perfeccionista, mandona, burocrática, mas sou gente boa.

Trabalho com sistemas de gestão e adoro o que faço.

A minha filha é a coisa mais foda que já me aconteceu. Sou vidrada, corujo horrores, morro de medo de errar com ela e vivo me repreendendo por não dar tanta atenção quanto eu gostaria.

Acho que tá bom, né? Deu pra aproveitar alguma coisa?

Beijo!

Chove Chuva

Publicado: 1 de dezembro, 2009
Categoria: Blábláblá, Melhor do que ser surda, Comentários encerrados

Costumamos dizer que São Paulo tem as quatro estações do ano num só dia. Mas volta e meia a cidade entra em estado de alerta: por conta do clima seco a qualidade do ar piora e nossos pulmõezinhos é que padecem.

Quando finalmente chove, os anti-histamínicos dão lugar aos bueiros entupidos, ruas alagadas e trânsito (mais) infernal (ainda). Muita gente perde compromissos e principalmente a paciência.

Mas tem que ter um lado bom nisso tudo, né? Eu adoro trabalhar olhando pro céu cinza, dormir com o som da chuva batendo na janela ou ver vídeos incríveis como esse que o queridíssimo Bronko fez. Me faz lembrar que chuva também é poesia. Às vezes eu esqueço.

Ser ou não ser?

Publicado: 14 de novembro, 2009
Categoria: É Meio Ambiente sim!, 21 comentários

Essa semana prenderam um casal que mantinha um abatedouro de cães em São Paulo. Os animais eram recolhidos das ruas e mantidos presos para engordar e depois, serem mortos. A carne era vendida para a comunidade oriental da região.

E óbvio que eu fiquei chocada e revoltada, por mais idiota e hipócrita que isso possa parecer. Já tive uma cadelinha fofa, tenho um casal de gatos que amo de paixão. Cachorros e gatos fazem parte da família e a gente cuida e ama como se fossem nossos filhos. Mas eu também adoro comer carne de boi, frango, peixe… E aí? Tudo bem, só porque não tenho um relacionamento afetivo e estreito com vacas?

Muda o animal, mas não a crueldade. Ser mais ou menos fofinho, simpático ou esperto não serve de argumento. É o mesmo que dizer que pessoas extrovertidas valem mais que pessoas pouco sociáveis. A dor e o medo são sentidos da mesma forma.

Estou pensando em diminuir meu consumo de carne. Comer só peixe que vive lá no rio / mar até o dia que é pescado… mas peixe também tem uma morte agonizante horrorosa. Se morrer sufocado já não fosse suficiente, muitas vezes ainda é puxado por um anzol que vem rasgando sua boca.

Muitos vegetarianos deixam de comer carne por pena dos animais, mas animais também estão morrendo para que eles possam comer verduras e legumes. Ecossistemas inteiros são devastados pra dar lugar às lavouras, lembra?

Eu ainda tenho que pensar profundamente sobre o assunto, mas em princípio acho que de uma forma ou de outra animais vão continuar morrendo. Seja pela colheitadeira que passa cortando eles ao meio, seja pelo matadouro. E você, acha o quê?