Ontem voltei da minha primeira viagem à Europa. Fomos visitar o Alê em Londres e aproveitamos para dar uma passada em Paris. Eu até gostaria de ter visitado outras cidades, mas os 10 dias já foram bem curtos e ficou faltando conhecer um monte de atrações legais, então fica para a próxima :o)

Foi sensacional. Londres!, London Eye, frio!, Big Ben, Bárbara e Hiro, South Bank, Pub, Fish and Chips, andando, Tower Bridge, metrô sujo, Flip Mino HD, Museu de História Natural, T-Rex, Museu de Ciência, Hyde Park, andando, Oxford Street, Primark, casaco de 5 libras! (mais conhecido como faivão), andando, Hamley’s, andando, Picadilly Circus, silly walks, andando…Eurostar (altamente recomendado), Paris!, walk talkies, cheiro de xixi, chuva, andando, Louvre, Monalisa, Rio Sena, Crepe de Nutella, Notre Dame, andando, Le Mic Mac, Panini 4 fromage, Torre Eiffel, Arco do Triunfo, andando, Champs Élysées, andando, La Brasserie de l’entrecôte, Sanfoneiro do metrô (mon Dieu!), Galeries Lafayette, cidade cara dos infernos, andando, Torre iluminada e piscando, andando, Moulin Rouge, andando, não sinto mais meus pés, banheiro do quarto sem vaso sanitário, Montmartre, Eclair de chocolate branco, lata de coca-cola por 6 euros!, andando, Eurostar, champagne, Londres, andando, waffle de chocolate belga, Gui Leite, Green Park, Palácio de Buckingham, andando, Trafalgar Square, Chinatown, Soho, andando, Pub, arrumando malas, andando, Ikea, + Oxford Street, + Primark, + Hamley’s, Heathrow, DutyFree fracassado, lar-doce-lar amassando minha filhota linda.

Ai, ai…foi bom demais, mas voltar é ainda melhor!

Eu precisava fazer um post só para o Radiohead, mas não dava para não comentar sobre o festival como um todo.

Nunca tinha assistido a uma apresentação do Kraftwerk e confesso que senti um certo orgulho em estar lá. O som deles, que continua atual mesmo 30 anos depois, é ouvido todos os dias por aí em jingles, trilhas sonoras, discotecagens e etc. Todo mundo reverencia o Kraftwerk, na maioria das vezes até sem saber.

A frieza da música e da performance dos caras é intrigante. Eles lá no palco praticamente imóveis e a gente imaginando o que realmente estariam fazendo. Segundo um amigo nosso, um estava escrevendo a tese de mestrado, outro vendo a cotação da bolsa e os dois últimos twittando…

O festival contou também com o show do Los Hermanos, que eu adoro, mas sinceramente, não empolgou. Esse negócio de “dar um tempo” deu uma esfriada na sintonia da banda. Tomara que seja passageiro.

Ontem o Multishow transmitiu o festival em São Paulo e também várias entrevistas legais com os artistas e outras pessoas envolvidas no projeto. Achei engraçado eles sempre falando da preocupação com o meio ambiente: trazer não sei quantas toneladas de equipamentos de navio em vez de avião para ajudar na preservação ambiental, utilizar iluminação que economiza energia, fazer o palco todo em material reciclado e etc., mas e os copos de ISOPOR no qual eram servidas as bebidas no show? Super ecológico, hein?

Depois de uma looooonga espera, ontem não consegui parar de repetir a frase: “é sério mesmo, eles estão aqui!”.

Som impecável e a voz perfeita do Thom Yorke ecoando por 2 horas na Apoteose cheia, mas nada sufocante. Durante o show fiquei em transe, anestesiada, sei lá. Depois que acabou, a sensação foi meio de festa de casamento, que você fica ansiosa por aquele momento, se prepara tanto e quando finalmente chega o dia, passa tão rápido!

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O repertório de 25 músicas teve a íntegra do recente In Rainbows e uma dose generosa de OK Computer. A parte mais experimental de Kid A e Amnesiac também passou por lá - o que sinceramente, pra mim, não faria muita falta. Parece que “Creep” estava banida do setlist, mas os caras abriram uma exceção por ser a primeira vez deles na América do Sul. Ufa!

Fiquei um pouco frustrada sem “High and Dry” que é minha preferida, mas, poxa… eles vieram!

Quebra e Quebra

Publicado: 11 de março, 2009
Categoria: Blábláblá, 1 comentário

Neste carnaval Clara foi apresentada ao delicioso cláaassico “Cara a Cara” que eu tanto joguei na infância. Descobri que além do tradicional, com as carinhas genéricas, agora tem versões com carinhas manjadas pela garotada: heróis Marvel, personagens Disney,Turma da Mônica e até bichinhos Little Pet Shop. É óbvio que a Clara ainda não entende as regras do jogo, mas achou uma maneira de se divertir com ele. Ficou vidrada no da Disney (confesso que eu também), então fui lá e comprei pra er…. ela. :oP

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O layout novo está bacana, as bandejinhas estão com um visual modernoso e tal, só fiquei impressionada em como o material usado é ainda mais frágil do que antigamente. Não sei se tem a ver com o fato de ter mudado o fabricante - que antes era Estrela e agora é Hasbro (daí a mudança do nome para Adivinha quem?), mas quando você manuseia, a sensação é que o treco vai quebrar a qualquer momento. As carinhas ficam saindo das molduras porque não tem um mecanismo decente para segurá-las e as molduras se desprendem das bandejas o tempo todo.

Os caras tem coragem de cobrar 70 pilas nesse brinquedinho e a gente, coragem de comprar…

Mais uma

Publicado: 7 de janeiro, 2009
Categoria: Blábláblá, Ser mãe é..., 5 comentários

Eu sou a maior boca suja. Vivo soltando palavrões ao sete ventos. Outro dia estávamos vendo TV e soltei um “Puta que…”, me toquei de que a Clara estava por perto e parei. Mas ela completou com um sorriso triunfante no rosto: “Pariu!“.

Então essa será uma das minhas resoluções de ano novo: maneirar no linguajar, afinal de contas minha filha está naquela fase totalmente papagaio de pirata. Tem gente que acha bonitinho criança falando palavrão. Eu acho péssimo.

E agora, José?

Publicado: 5 de janeiro, 2009
Categoria: Blábláblá, 1 comentário

Resolvi não me preocupar com essa reforma ortográfica. Nunca consegui decorar as regrinhas, meu português sempre foi meio intuitivo, baseado em leitura, então isso não é uma coisa que me incomode.

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Acho que daqui a alguns anos minha filha vai achar graça quando eu errar a grafia de alguma palavra, tanto quanto eu quando minha mãe escreve êle, dêle, êsse, flôr…nossa, tudo tinha circunflexo?! :oP

E 2009 chegou

Publicado: 5 de janeiro, 2009
Categoria: Blábláblá, 1 comentário

Nessa época sempre faço um balanço do que passou e mais aquele monte de resoluções para o ano novo. Algumas delas até consigo cumprir, mas outras vão se acumulando indefinidamente (levar à sério uma atividade física qualquer, por exemplo). Esse ano não vai ser diferente: lá vou eu me propor a realizar mil coisas, incluindo as acumuladas dos anos anteriores… voltar a estudar e fazer uma viagem bem bacana são duas das novas. Trocar meu carro - que só tem dado dor de cabeça - e resolver o impasse Rio X Sampa estão encabeçando a lista.

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Mas pra mim esse ano só começa mesmo depois do dia 13, quando eu volto ao trabalho. Enquanto isso, mais alguns dias de sombra, água fresca e pernas para o ar. Até lá!

Ela se foi.

Publicado: 20 de dezembro, 2008
Categoria: Nhé, 2 comentários

Desde que meu irmão mais velho faleceu que eu não preciso lidar com a morte de alguém tão próximo. Isso já tem 23 anos.

Hoje levei a Tchullinha para fazer eutanásia. Ela já estava bem velhinha e debilitada (cega, surda, sem dentes, com sopro no coração, água no pulmão, uma infecção seriíssima detectada nos exames dessa semana) e nos últimos dias vinha tendo ataques, gritando de dor e tendo convulsões.

Optar pela eutanásia não foi difícil: queríamos abreviar o sofrimento dela. E o nosso em vê-la naquele estado. O difícil foi depois de levá-la ao veterinário, voltar para casa sem ela. E saber que aquela cadelinha não existe mais.

Aos cuidados da minha mãe por todos esses anos, sem sombra de dúvidas a Tchulla teve uma vida feliz, foi muito amada e bem cuidada. Ela também não deixou a desejar no seu papel de cãzinha fiel, doce, engraçada e destemida.

Adeus, Tchu. Você vai fazer muita falta. :o(

Está chegando a hora…

Publicado: 14 de dezembro, 2008
Categoria: Blábláblá, 2 comentários

Você tem a mesma impressão que eu de que o Natal de 2007 foi outro dia? De que quando a gente vai ficando velho o tempo voa?

Ufa…

A mais cara

Publicado: 30 de setembro, 2008
Categoria: Blábláblá, Nhé, 3 comentários

Eu, mamãe e Clara voltamos para o Rio no domingo pela TAM. Chegamos ao aeroporto com uma hora e meia de antecedência do vôo, fizemos check-in e fomos fazer hora passeando pelas lojinhas. Nos distraímos e entramos para embarcar faltando uns dez minutos para o avião sair e…. adivinha? Não deixaram a gente embarcar.

Não estou dizendo que estou certa em chegar 10 minutos antes da hora do vôo, mas os atendentes da TAM não fizeram o menooooor esforço para verificar se ainda tinha alguma possibilidade da gente entrar no avião, afinal tinha uma criança de 2 anos no meu colo que ficaria mofando ali por mais 3 horas. Sim, porque fizeram o grande favor de nos encaixar no próximo vôo que saía dali a três horas.

Ok, esperamos o próximo avião (que faria uma conexão no Rio com destino à Paris, ou seja, nem um lanchinho sequer!) e quando chegamos, a preocupação era com a bagagem que provavelmente teria vindo no vôo anterior. Explicamos a situação a mais um preparadíssimo funcionário da TAM e este nos informou com toda convicção que quando isso acontece, as malas são retiradas e que nossos pertences estariam mesmo no vôo no qual viemos.

A reserva inicial que perdemos era para 19h. O avião que pegamos saía de São Paulo às 22h chegando ao Rio quase às 23h, ou seja, a essa altura do campeonato, Clara estava desmaiada no meu colo, enquanto eu aguardava ansiosamente a chegada das nossas bagagens pela esteira.

Depois de uma hora em pé com uma criança de 13 quilos no colo, sobrou uma esteira vazia, veja só! Foi quando um novo funcionário da TAM chegou perto de mim e perguntou sobre as minhas malas. Expliquei a história e ele imediatamente falou: “ah! sua bagagem veio no vôo anterior, por favor, queira me acompanhar”. E não é que realmente nossas malas estavam numa saletinha só esperando por nós? Incrível.

No final das contas foram 5 horas de aeroporto, uma coluna estrupiada, fome, sede, um mau humor sem fim e claro um já manjado “peço desculpas em nome da TAM”.

Isso é que dá ser mulambo e comprar passagem levando em consideração só o preço, acaba saindo caro…