Arquivos da categoria 'Ser mãe é...'

O mundo pode esperar

Publicado: 14 de março, 2010
Categoria: Ser mãe é...

Já dispensei uma faxineira que faltava demais pra levar o filho ao médico (era o que ela dizia) e estava sempre me deixando na mão. Eu bem que a mantive por um tempo nesse esquema, mas é uma coisa realmente irritante, não dá pra culpar um empregador. Ele não está interessado nos motivos que levam o empregado a faltar. Se ele precisa do cara lá e ele não pode estar, vai arranjar outro que possa. Triste fato.

E de uns tempos pra cá, eu sei bem que não adianta pedir pra outra pessoa – que seja o Cris ou a minha mãe – levar minha filha doente ao médico, porque sou eu que quero fazer todas as perguntas estapafúrdias que vierem à minha cabeça. Sou eu que quero ver a expressão dele ao examiná-la ou ao me dar qualquer diagnóstico que seja. Quando ela está se sentindo mal, é a mim que ela chama e sou eu que quero estar lá quando vier a febre e ela pedir colo. É um sentimento muito primário, não tem nem o que explicar.

Tenho sofrido por antecipação essa questão de faltar o trabalho para acompanhar a Clara mais de perto nesses momentos. Vou completar dois meses na empresa e já tive que pedir pra minha mãe vir correndo do Rio duas vezes para cuidar dela. Precisei faltar quando ela ficou internada. E agora mais uma vez, ela está precisando de mim.

Mas a verdade é que não há muito o que fazer e não adianta eu ficar me martirizando. Ela é a prioridade e com certeza o resto do mundo pode esperar…

O dia D

Publicado: 22 de fevereiro, 2010
Categoria: Blábláblá, Ser mãe é...

E hoje – que é aniversário do papai Cris – minha filha voltou pra casa depois de longos 6 dias internada por conta de uma pneumonia.

Levamos ela ao PS na terça-feira de carnaval depois de uma noite mal dormida achando que uma nebulização resolveria o problema e de lá não saímos mais. O primeiro diagnóstico foi uma bronquite, mas com alguns exames complementares, foi constatada a pneumonia. Ela veio silenciosa, nem febre a Clara teve. Um dos pulmões estava bem ruinzinho, segundo a médica que a atendeu.

Foram dias difíceis dormindo muito mal no hospital, ouvindo ela pedir pra voltar pra casa, fazendo a maior manha na hora da fisioterapia, vendo a casa vazia e silenciosa…mas hoje ela voltou.

A família estava toda reunida, almoçamos, cantamos parabéns para o papai e o dia foi uma delícia. O tratamento continua em casa, vamos dar (mais) uma pausa na ida pra escola e a palavra que melhor expressa meus sentimentos agora é: UFA!

A escolinha

Publicado: 15 de julho, 2009
Categoria: Blábláblá, Ser mãe é...

Estava com dúvidas sobre colocar ou não a Clara em período integral na escolinha. Achei que seria sacrificante pra ela que está acostumada a passar muito tempo em casa ou na casa dos avós. Só que além de já estar mais do que na hora dela começar a frequentar uma escola, aqui em São Paulo, longe da família, a coisa muda de figura. Ter que deixá-la com uma empregada, uma pessoa desconhecida, estava me dando calafrios, então a dúvida acabou.

Fui conhecer algumas escolinhas das redondezas. Tem uma quase ao lado da nossa casa que é bem pequena e só aceita crianças até 5 anos. Pode parecer bobagem, mas acho chato a gente não ter escolha e ter que tirá-la da escola daqui há dois anos – Estudei minha vida inteira em escola grande, fiz amiguinhos no primário que continuaram estudando comigo até o ginasial e somos amigos até hoje – Mas o fator determinante para não escolhermos essa foi que como a Clara nasceu no meio de 2006, ela entraria numa turma de crianças de 2 anos e não de 3.

Acabamos optando por uma na rua de baixo. Ela é maior, tem várias atividades bacanas e a Clara entra na turminha de 3 anos. Resolvi colocá-la no curso de férias para ela já ir se adaptando. Em dois dias ela já estava indo sozinha com a turma para um piquenique no parque :-)

Mais uma

Publicado: 7 de janeiro, 2009
Categoria: Blábláblá, Ser mãe é...

Eu sou a maior boca suja. Vivo soltando palavrões ao sete ventos. Outro dia estávamos vendo TV e soltei um “Puta que…”, me toquei de que a Clara estava por perto e parei. Mas ela completou com um sorriso triunfante no rosto: “Pariu!“.

Então essa será uma das minhas resoluções de ano novo: maneirar no linguajar, afinal de contas minha filha está naquela fase totalmente papagaio de pirata. Tem gente que acha bonitinho criança falando palavrão. Eu acho péssimo.

Antes X Depois

Publicado: 7 de fevereiro, 2008
Categoria: Ser mãe é...

Outro dia durante o expediente fiquei conversando por e-mail com uma amiga e falávamos daquele tempo em que a gente saía muito, bebia todas e ria horrores.

Nostalgia total, fiquei pensando porque a vida da gente precisa mudar tanto depois que nascem os filhos e bateu até uma pontinha de tristeza quando ela mencionou que “sentia muitas saudades de me ver assim”.

No caminho para casa fui pensando nisso. Em como não tenho mais o menor entusiasmo pra fazer certas coisas que um tempo atrás me faziam vibrar. Sem falar da capacidade física. Hoje em dia quando dá meia-noite já estou caindo pelas tabelas.

E aí eu cheguei em casa. Meio sorumbática, fui tratar de tirar meus sapatos. Quando entrei na sala fui recebida com um gritinho de euforia e tive as pernas abraçadas.

Pronto, entendi tudo. Me senti até meio culpada por não ter percebido isso antes. Eu mudei, sim. Sou outra mulher, com outras prioridades, outros anseios, outros valores até. E sou muito, muito, muito feliz com essa nova vida. Sendo a nova Anna, mãe da Clara. :-)

Chegar em casa e ser recebida pelo serzinho mais amado no universo não tem preço.

Os adesivos

Publicado: 24 de janeiro, 2008
Categoria: Blábláblá, Ser mãe é...

Clara já está começando a tentar pular do berço e para que a gente não tenha uma surpresa desagradável, vamos trocá-lo por uma cama.

Pensamos logo numa mini cama, mas acabamos chegando a conclusão que uma bicama vai durar muito mais (usando uma gradinha de proteção por enquanto). Com isso, resolvi aproveitar para dar uma repaginada na decoração do quarto dela, mudar as cores, os quadrinhos e tal.

Nas minhas andanças pela Internet, encontrei algumas dicas de decoração, mas o que com certeza vou colocar em prática são os adesivos de vinil.

Há uma infinidade de modelos, formas, estilos, temas e cores que vão desde simples bolinhas até verdadeiras obras de arte. Você mesmo pode aplicar em qualquer superfície lisa: paredes, vidros, espelhos, no chão, na porta da geladeira, no notebook e no dia que enjoar, é só tirar e pronto. Seguindo as instruções de aplicação direitinho, eles duram cerca de 3 anos.

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Achei várias lojas brasileiras com adesivos lindíssimos:

Na I-Stick eles tem até simulador de ambientes pra você testar como os adesivos vão ficar. A carioca Gecko tem uma porção de coisa legal. O site também simula cores.

A GiftExpress é bem bacaninha. A Lua Designer tem cada um lindo. A Urban Summer também é ótima.

A Adesivos de Parede não tem muita variedade, mas foi lá que eu achei o desenho mais fofo para o quarto da Clara. Já encomendei!

Agora só falta escolher para o resto da casa… :-P

A bolsa da mamãe – Parte II

Publicado: 17 de janeiro, 2008
Categoria: Blábláblá, Ser mãe é...

Num post anterior falei como era difícil encontrar uma bolsa-de-mulher-pra-carregar-coisas-de-criança. Disse que comprei uma bacana e tal, mas na verdade não estava satisfeita. Ela é estampada e não cai bem com qualquer roupa. Então continuei minha saga em busca da bolsa perfeita (já falei aqui de como sou obsessiva quando cismo com uma coisa?) e agora é sério: achei.

Entrei na loja, bati o olho nela e me apaixonei. Perguntei o preço, achei meio cara, mas com amor a primeira vista a gente não brinca. Perguntei para a vendedora se à vista tinha desconto e ela me deu 10%. Dei mais uma choradinha e consegui 15%. Ok…vou levar! E lá fui eu feliz e contente carregando minha bolsona nova.

Um pouco mais a frente, parei em outra loja e avistei a mesmíssima em outra cor. (Alguém sabe me dizer por que tem gente que não resiste em perguntar o preço daquela coisa que acabou de comprar em outra loja?) E lá fui eu toda pimpona para o vendedor: – quanto custa?

Quando o cara me falou o preço R$20 mais barato da que eu tinha levado, continuei com o masoquismo: – e se eu pagar à vista, tem desconto? – Te dou 15% – respondeu o desinfeliz.

Aí eu não resisti: comprei a outra também!

Mas como eu não tenho sangue de barata, voltei lá na outra loja e disse que queria devolver a bolsa. Falei o que tinha acabado de acontecer e a vendedora malandramente me perguntou: – Mas a senhora quer devolver ou quer ficar com a bolsa? – Eu quero a bolsa, senão não teria comprado em outra cor.

Aí ela foi até o balcão, falou com o gerente e chegou perto de mim com a diferença na mão: – Tá tudo certo, então?

- Ah, agora sim! E fui embora feliz e contente carregando as minhas duas bolsonas novas…hohoho.

A bolsa da mamãe

Publicado: 22 de setembro, 2007
Categoria: Ser mãe é...

Antes da minha filha nascer, eu ganhei duas daquelas bolsas pra carregar as coisas do bebê. Duas bolsonas cheias de espaço que eu acabava não usando, pois no primeiro ano da Clara a gente quase não ficava muito tempo longe de casa. Acabei comprando uma mochilinha que dava a conta certa, mas agora ficou pequena.

Com a baby já se tornando uma mocinha, a gente tem feito programas mais demorados que requerem uma certa precaução: casaco, manta, duas ou três mudas de roupa, brinquedinhos, potinhos de comida, biscoitos, frutas e etc. Nem preciso dizer que depois que ela nasceu uma saída que demorava uns 20 minutos pra ser organizada, hoje em dia, não leva menos de uma hora e meia. A gente tem que lembrar de pegar tanta coisa!

Mas a questão é que eu não queria mais uma daquelas bolsas branquinhas ou cor-de-rosa, com desenhos fofinhos e tal. E lá fui eu em busca da bolsa enorme perfeita. Fiquei garimpando na Internet por semanas e só achava bolsas-de-mulher-pra-carregar-coisas-de-criança em sites fora do país. Por aqui, só mesmo aquelas típicas. Assim foi também em todas as lojas de shopping em que entrei.

Mesmo os bolsões estando em alta, não conseguia achar uma com um tamanho apropriado, que tivesse o fecho do jeito que eu queria ou com a alça no tamanho ideal…enfim, depois de várias semanas, encontrei! O modelo é esse, só que com outra cor, estampa e tal. É que a página da Accessorize aqui do Brasil é meio ruinzinha.

Afinal, quem usa a bolsa sou eu. Nada mais natural do que uma mulher adulta carregar uma bolsa de adulto, certo? ;-)

Bebê roqueiro

Publicado: 25 de agosto, 2007
Categoria: Ser mãe é...

Eu vivo me perguntando que tipo de música devo colocar para a Clara escutar. Tudo bem que ela dança até com o barulho da máquina de lavar, mas como criança adora um repeteco, é melhor para a nossa saúde mental prevenir e tentar selecionar algo que seja mais ou menos do nosso gosto, né? Bom, pelo menos enquanto a gente pode ter algum controle sobre isso. Lembro que há uns quinze anos (afe!), colocava Janis Joplin na maior altura e dava pra ouvir minha mãe ao fundo “faz essa mulher parar de gritar!“…tadinha. :-P

9629_Lrg.gif A TV fica ligada no Discovery Kids passando vários desenhos legais com músicas fofinhas, mas só mesmo quando começa o Hi-5 que ela pira: pára tudo o que está fazendo – inclusive o sono! – para sentar, bater palminhas, cantar, erquer as mãozinhas e se sacudir. E a gente não cansa de achar lindo, claro. O pior é que as músicas são o maior chicletinho mesmo. Já me peguei várias vezes cantarolando algumas…ai, ai.

Então acho que encontrei a solução para minha inquietação: uma gravadora independente lançou álbuns com versões de ninar para clássicos do rock que vão de Beatles, passando por Led Zeppelin e Pink Floyd até Bjork, Coldplay, Queens of the Stone Age e mais um bocado de coisa bacana. Entrando no site oficial da gravadora, você já dá de cara com a versão de “No Surprises” do Radiohead

Tem também uma página supimpa com camisetas e bodies com estampas de rock para bebês. Essas da TshirtHell também são demais! Pena que não dá para gente comprar aqui do Brasil. Humpf.

1 ano da Clara

Publicado: 29 de julho, 2007
Categoria: Ser mãe é...

Ontem a minha filhota fez 1 aninho. Nem vou entrar no mérito que parece que foi outro dia que ela era uma coisinha bem menor ainda que só fazia mamar, dormir e chorar. O tempo voa!

Eu quis fazer uma festinha bem bonitinha para ela. Er….pra mim, né? Porque dizer que a festa é pra ela é hipocrisia. Ela não curtiu, ficou super estressada com um monte de gente que ela não convive o tempo todo cercando. E nem foi uma mega festa. A gente contratou um buffet e comemorou no playground do nosso prédio com o pessoal da família e os amigos mais chegados. Fez um tempo horroroso o dia todo e eu achei que ia ser um fracasso, mas até que bastante gente compareceu. Obrigada, pessoal!

Então eu queria falar da experiência de comemorar o primeiro ano da minha primeira filha:

1 – Contratar uma festa pronta é um grande alívio. Não tinha a menor chance de organizar todos os detalhes sozinha. Ainda assim, nas últimas duas semanas quando chegava do trabalho, sempre que a Clara tirava um cochilo, eu tinha alguma coisa pra resolver. Fiquei bastante satisfeita com o resultado, fora o fato de ter pedido cajuzinho no pacote de docinhos e os caras não terem trazido. Onde já se viu festa de criança sem cajuzinho?! :-(

2 – Pra variar, como em qualquer festa onde você é o anfitrião / centro das atenções, não consegui dar atenção pra todo mundo e nem me sentar um minuto.

3 – Sempre que vou comprar um brinquedo, chego na loja dizendo a idade da criança e o vendedor me indica as opções. Eu nunca tinha parado pra pensar em como isso faz com que uma criança ganhe tanta coisa parecida. No caso da Clara, foram pelo menos uns 10 brinquedos daqueles de encaixe. Óbvio, né? :-P

4 – A-D-O-R-E-I abrir aquele monte de presentes, pena que uma hora acaba!

5 – Tem gente super próxima de mim que mora no mesmo bairro e nunca se dignou a dar uma passada de 20 minutos na minha casa pra conhecer minha filha até hoje. Você pode achar bobagem, mas eu não convidei essas pessoas pra festa. Birra mesmo.

6 – A festa foi às 18h. Nos próximos anos quero comemorar mais cedo. Fica cansativo pra criança e pra gente que já acostumou com o ritmo dela, também.

7 – Agora eu já sei que preciso providenciar uma roupa de calor e uma de frio para a ocasião. Já tinha preparado um vestidinho com sandália e por conta da friaca e da chuva, tive que mudar radicalmente o modelito. Só que no dia D, sair em busca da roupa perfeita é dose. Não faço mais isso. Coisas como a falta do cajuzinho, por exemplo, poderiam ter sido reclamadas a tempo!

8 – Fiquei toooooda boba. Babando mais do que normalmente. Desfilando com o meu pinguinho de gente de um lado para o outro. (Ela ainda não anda…e haja braço!)

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