Arquivos de Outubro, 2003
Google Haloween

Lembre-se: sempre que um blogueiro não tem nada pra escrever, posta coisas desse tipo. ;o)
Durante a semana em que meu blog ficou na página da globo.com, duas pessoas mandaram e-mail dizendo o quanto o achavam sem graça e que eu só podia ter conchavo com alguém de lá pra ter algum destaque. Isso me fez lembrar de quando o Billy fugiu e eu pedi para anunciar no rádio. Teve gente que se deu ao trabalho de ligar às 7h da manhã pra dizer que o gato tinha virado churrasquinho.
De vez em quando aparece do nada, também nos comentários, um anônimo pra te esculhambar ou agredir gratuitamente.
Não me incomodo com a crítica e sim com esse talento que algumas pessoas têm para serem espírito de porco. Mas o mais escroto mesmo é não se identificar. Vai arrumar uma coisa mais importante pra fazer, mala.
Numa continuação para “gente que faz perguntas insólitas ao Idearo“, recebemos por e-mail:
“Bom dia,
Gostaria de saber se vocês tem o seguinte dado: o números de catadores de lixo do país”.
Ok. Mesmo existindo artigos sobre cooperativa de catadores publicados lá, com um pouco mais de atenção, você se tocaria que trata-se de um site onde qualquer um se cadastra e manda textos para publicação. Isso significa ainda que somos apenas os administradores e que existem textos dos mais diversos temas e nada tãaaaao específico assim.
Mas o que me intriga é que o e-mail de quem enviou era fulaninho@unesco.org.br.
Pombas, se a pessoa é da UNESCO e não sabe, EU é que vou saber? :oP
A primeira cena é de uma câmera em primeira pessoa deitando-se sobre um travesseiro. Em seguida, a luz se apaga. Seria essa a principal pista para começar a entender “Cidade dos Sonhos“?
Hummmmm. E eu só pude encasquetar com isso domingo, quando enfim assisti ao filme. Pouco depois da metade, todo aquele universo onírico começou a me confundir e passei o resto do tempo tentando montar o quebra-cabeça.
Lynch definitivamente não gosta de histórias mastigadas e nem está disposto a dar respostas de bandeja para o espectador. Quando você suspeita de que não está entendendo nada, ele complica ainda mais. O segredo dos filmes desse cara não está em desvendar enigmas, juntar peças e sim na sensação provocada em tentar fazer isso. A generosa multiplicidade de ângulos é seu maior mérito.
Para mim, é o sonho bom de uma garota que vive num pesadelo. Ela cria situações, inverte papéis, foge da sua amarga realidade e vive num sistema guiado pelos seus próprios interesses. Quer coisa melhor? ;o)
O diretor resumiu o filme como uma história de amor na cidade dos sonhos. Ele é genial. Tudo que eu sei é que vou preciso assistir tudo de novo mais algumas vezes…
E fala sério: traduzir “Mulholland Drive” como “Cidade dos Sonhos” é o mesmo que traduzir “The Sixth Sense” como “O Garoto e o Fantasma”, né não? :o/
Duas semanas atrás meu irmão foi convidado para assistir à pré-estréia de Matrix Revolutions em Los Angeles e, chegando ao aeroporto de Dallas, na imigração, foi tratado como criminoso, trancafiado numa cela e acabou deportado para o Brasil no mesmo dia, sem direito a comer, se defender ou sequer telefonar para a família. Parte da história está relatada no jornal Diário de São Paulo.
O Alê preferiu não comentar nada no blog dele antes da publicação na revista Época de um artigo do Giron, o jornalista que também havia sido convidado para o evento e passou junto com ele pela situação. O texto ainda está indisponível em formato digital para quem não for assinante.
Há pelo menos uns sete anos, fui num show do “Soul De Quem Quiser” no Ballrrom. Logo que surgiu, a banda foi apelidada de “Commitments cariocas”, numa alusão ao filme do Alan Parker e claro, porque também tocava o repertório da banda, como: Mustang Sally,Take Me To The River, Chain Of Fools e etc. Sei que adorei o show e guardei a boa impressão.
Nesse final de semana fui convidada para uma festa onde justamente “Soul De Quem Quiser” iria se apresentar e fiquei animadíssima. Só que para minha surpresa, não era mais nada daquilo que eu tanto elogiava. A galera agora se apresenta com roupa colorida, peruca e óculos. Fazem gracinhas no palco e resgatam hits dos aos 60, 70 e 80 no melhor estilo Celebrare.
Foi esquisito ver uma mudança tão brusca de repertório, visual, atitude. Talvez até isso tenha sido gradual e eu que peguei o bonde andando, mas acho que o que interessa mesmo hoje em dia é tocar nessas festas onde o pessoal paga pra ouvir as músicas e dizer “ai, meus tempos”.
No final das contas foi legal, divertido, dancei a noite toda, a banda mesmo sendo outra, continua boa, as back vocals também são ótimas, mas que fiquei meio decepcionada, fiquei.
E você por acaso sabia que o nome científico do gorila é Gorilla gorilla gorilla?
Resumo do dia:

Cismei com esse negócio de tirar foto do pé enfiado na lama. Vai entender…
E o Rei do Brega ataca:
“A todo momento solta comentários em inglês, cita artistas como Elvis Presley, Frank Sinatra e Mozart (sempre comparando-se a eles), numa salada cultural que inclui o apresentador Ratinho, compondo com a blusa desabotoada, os óculos escuros, o relógio dourado e o mindinho levantado na hora de beber café”.
- “Amadeus” [filme-biografia de Mozart] é a luta do brega com o chique. Salieri, compositor de melodias rebuscadas, morre desconhecido, enquanto Wolfgang, aquariano louco como eu, atinge o sucesso. Sou o Mozart do Nordeste.
Noutro rompante, lembra Elvis para falar de seu novo CD.
- Comparo esse disco ao que Elvis gravou ao vivo no Madison Square Garden, bem popular.
Esse cara é bom! :o))

