Arquivos de Junho, 2003

billy voltou!

Publicado: 30 de Junho, 2003
Categoria: Aconteceu, virou manchete

Ontem por volta da meia-noite, ao chegarmos de uma festa junina aqui perto, ouvimos um miadinho nos fundos da casa. Fomos caminhando silenciosamente para ver de onde vinha. Até aí meu coração já estava quase saindo pela boca.

O Cris assobiou e ele respondeu: era o Bilão do outro lado do muro, que é bem alto e dá para uma escola. Colocamos uma escada e foi a maior operação resgate para conseguir trazê-lo para o lado de cá.

Magrinho e fedorento, mas são, salvo e de volta ao lar! :o)))

Eu dava tudo para ser uma daquelas pulguinhas que o acompanhou nesses quinze dias longe de casa para saber todas as suas aventuras. Seria pedir muito que depois do banho ele se sentasse na sala conosco para contar: “Bom, foi o seguinte…”, né? Quem sabe um dia…

100 anos de suspense

Publicado: 30 de Junho, 2003
Categoria: Filminhos

Essa semana assisti (com quatro anos de atraso por sinal) ao documentário em homenagem ao centenário de nascimento do homem que ficou conhecido pelo grande público como o mestre do suspense: “Alfred Hitchcock -100 Anos de Suspense”.

O filme aborda questões sobre sua vida e obra, com depoimentos, cenas e bastidores dos mais de 60 filmes que realizou entre 1919 e 1980.

Traz também explicações geniais para o imenso sucesso dos thrillers - gênero criado por ele - junto ao público. Sua técnica em mesclar suspense, sexo e humor sem perder a elegância jamais. Sem contar na sua escolha por atrizes que sem a apelação de cenas de sexo explícito, eram chiquérrimas e sensuais. Suas inovações na linguagem cinematográfica com o interesse pela iluminação e seu método de produção, que fez do mestre, referência para muitos diretores.

Quando acaba, você sai louco para ver e rever tudo que o cara fez. Droga.

2 semanas depois o billy volta!

Publicado: 30 de Junho, 2003
Categoria: Aconteceu, virou manchete

E exatamente DUAS SEMANAS depois o Billy VOLTOOOOOOU!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

som do vizinho

Publicado: 27 de Junho, 2003
Categoria: Nhé

Meu apartamento é de fundos. Na adolescência era invejada por morar de frente para a boate mais badalada do pedaço. E era mesmo um barato só olhar pela janela, ver se já estava cheio ou se aquele carinha já tinha chegado. E pensava: “Bom, agora já posso ir“. Não preciso nem dizer que era habitué, né?

O tempo passou e a boate acabou. Hoje, funciona como casa de festas apenas.

O problema é que nunca houve preocupação em colocar paredes que isolassem o som - bem alto durante toda a madrugada.
(Ok, antigamente como eu estava , o som alto não me incomodava)

O problema é que quase todos os dias da semana têm alguma festa.

O problema é que às terças, têm festa de crente. E a música alta é do Senhor.

O problema é que lá pelas quatro da manhã quando as pessoas decidem ir embora fazem um escarcéu desgraçado no estacionamento, fora o barulho de motores e buzinas.

O problema é que a maioria dos vizinhos trabalha cedo no dia seguinte e preza uma noite de sono tranquila.

O problema é que eu estou uma velha ranzinza mesmo e chamo a polícia todas as vezes que enchem muito meu saco. Essa noite foi uma delas.

O problema é que não adianta nada. Humpf!

banana-ouro

Publicado: 27 de Junho, 2003
Categoria: Pra pum tchiiii!

Sabe, eu sempre achei que a banana-ouro deveria se chamar banana-nanica, já que a ouro é na verdade nanica. Era pra ser tão óbvio…

A banana-nanica não é nanica, não faz sentido!

Ok, vou dormir.

sem coments

Publicado: 26 de Junho, 2003
Categoria: Nhé

O Cris mexeu no meu sistema de comentários e deve ter feito alguma caquinha, porque não está funcionando.

Enquanto isso, me manda um e-mail aí, vai.

carlito marrom

Publicado: 26 de Junho, 2003
Categoria: Pffff!

Além de rir de Carlinhos Brown tentando transformar sua extraordinária conexão de palavras em discurso, agora temos também que chamá-lo de Carlito Marrón na hora de sacanear… ele pede.

Obrigada, Alexandre. Eu não podia ir dormir sem essa ;oP

conto presentes

Publicado: 25 de Junho, 2003
Categoria: Ai, lá vem você?

Camila era amável, brincalhona e possuía uma mania no mínimo esquisita. Nunca abria os presentes que recebia. Fosse em seu aniversário, no natal ou em outra ocasião em que um amigo ou parente lhe oferecesse um regalo qualquer. Os recebia com um agradecimento sincero e sorriso aberto, mas discretamente saía para o quarto e o guardava no armário. Quando pequeno, colocava-o na bolsa ou ainda ficava apenas segurando sem sequer tocar na fita durex. Alguns até perguntavam com inocência “Não vai ver o que é?”. Ela dizia sempre com muita desenvoltura que preferia fazê-lo depois.

Muitos consideravam uma tremenda falta de educação o fato dela não desembrulhar o presente logo assim que fosse recebido, mas poucos sabiam que na realidade em momento algum Camila o faria.

Isso começou ainda na infância quando já era capaz de abrir um embrulho com suas próprias mãos. Seus pais mesmo intrigados com a total falta de curiosidade da menina - peculiar em uma criança ao receber um mimo qualquer - respeitavam sua vontade e costumavam usar aquelas caixas enfeitadas em suas festinhas de aniversário, onde os convidados podiam depositar o presente. Assim, não gerava nenhum tipo de suspeita e nem aguçava a curiosidade alheia.

A única maneira de Camila concordar em receber um presente era ela própria indo à loja e escolhendo aquilo que a agradava. Embrulhar para presente, nunca.

Seus pais sempre muito cismados, já haviam perguntado à moça pelo menos uma centena de vezes “Por quê?!”
Ela se abstinha em responder com um simples “Não gosto, ué”, como se aquela reação fosse natural e totalmente compreensível.

Ao longo dos anos, todos os embrulhos em tamanhos e cores dos mais diversos acumularam-se de tal forma, que foi necessária a construção de uma espécie de galpão aos fundos da casa a fim de armazená-los.

Havia particularidades na esquisitice: a moça não se contentava em apenas não abrir os presentes, ela também não deixava que ninguém o fizesse. Estava ainda fora de cogitação um outro destino para os desprezados senão o tal galpão. Para mim, sinal de que na verdade não eram tão desprezados assim.

Camila já estava há pelo menos um ano com Serginho, mas por não saber a reação do namorado, nunca confessou sua extravagância. Este por sua vez, também nunca desconfiou, mesmo nenhuma vez a tendo visto com qualquer dos presentes que lhe ofereceu. Era distraído, porém muito apaixonado.

Até o dia em que Serginho resolveu fazer uma surpresa à amada: comprou alianças para lhe propor casamento. Seguindo o ritual para o intento, levou Camila para jantar. Num clima agradável e que julgou apropriado, inclinou-se sobre a mesa colocando a pequena caixinha preta bem à frente da namorada: - Toma, quero que veja.

Camila mesmo já tendo negado com delicadeza um pedido desse tipo tantas vezes em sua vida, perturbou-se. No fundo ela tinha certeza do que se tratava e sabia que não podia recusar desta vez. Mas era física e psicologicamente impossível para ela abrir a caixinha.

Nah, eu não sei como Camila saiu dessa ou se saiu. Fiquei até meio chateada de não ficar sabendo, aliás.

Na verdade, tenho alguns palpites, mas achei melhor que cada um tirasse suas próprias conclusões. Só sei que era uma menina difícil…

Update: Olhou o namorado com um carinho triste, mas sorriu. Com a caixinha na mão, deu um beijo em sua testa sem proferir uma palavra sequer, levantou-se e foi para casa. Chegando lá, não se dirigiu para o galpão como de costume, apenas guardou a pequena caixa na gaveta da penteadeira junto com mais três ou quatro parecidas que ali estavam.

Serginho, mesmo parecendo nunca ter prestado atenção na estranha mania de Camila, compreendeu sua atitude e nunca mais a procurou. Pouco tempo depois, casou-se com uma amiga da faculdade que há tempos mostrava interesse pelo rapaz.

Camila ficou doente por muito tempo e faleceu no dia de seu aniversário, no ano seguinte.

Uns acabaram se conformando que aquela pneumonia havia sido implacável, outros acreditavam que tinha sido a tristeza, por nunca ter sido bem sucedida no amor. Mas para mim, o que a matou foi ter percebido que sua vida era um grande presente, um presente que ela nunca conseguiria abrir. Até gostaria, mas nunca conseguiria.

2 aula av. brasil

Publicado: 25 de Junho, 2003
Categoria: Blábláblá

E ainda falando em auto-escola…

Hoje, em minha segunda aula prática, fui para a Av. Brasil.

Meu instrutor é louco de pedra ou eu estou mesmo indo muito bem. Ou isso é normal e eu é que sou boba mesmo. Ou não.

plagiador sem vergonha

Publicado: 25 de Junho, 2003
Categoria: Pffff!

Tem mané que pensa que sempre vão achar o que ele escreve muito bom e super criativo, mas não se toca que o mundo bloguento é um ovo de codorna e existem sites de busca que cedo ou tarde irão denunciar a verdade: ele não passa de um PLAGIADOR PATÉTICO que rouba textos de outros blogs (conhecidos ainda por cima) como se fossem de sua autoria.

Sabemos que isso é muito comum, não só na Internet como em todo lugar. O fulano lá não é o primeiro e nem será o último, mas convenhamos que esse tipo de picaretagem é vergonhosa.

Criar uma página pessoal, usurpar textos sem mudar uma vírgula sequer, receber elogios pela criatividade e responder louvando-se: “Deixa eu ter mais um momento de louca inspiração que publico mais um” é no mínimo patético.

Bom, parece que ele já andou sendo desmascarado e resolveu tirar o corpo fora…

Shame on you, Dj Mr V, shame on you…