Desde que meu irmão mais velho faleceu que eu não preciso lidar com a morte de alguém tão próximo. Isso já tem 23 anos.
Hoje levei a Tchullinha para fazer eutanásia. Ela já estava bem velhinha e debilitada (cega, surda, sem dentes, com sopro no coração, água no pulmão, uma infecção seriíssima detectada nos exames dessa semana) e nos últimos dias vinha tendo ataques, gritando de dor e tendo convulsões.
Optar pela eutanásia não foi difícil: queríamos abreviar o sofrimento dela. E o nosso em vê-la naquele estado. O difícil foi depois de levá-la ao veterinário, voltar para casa sem ela. E saber que aquela cadelinha não existe mais.
Aos cuidados da minha mãe por todos esses anos, sem sombra de dúvidas a Tchulla teve uma vida feliz, foi muito amada e bem cuidada. Ela também não deixou a desejar no seu papel de cãzinha fiel, doce, engraçada e destemida.
Adeus, Tchu. Você vai fazer muita falta.
