Não foi à toa que escolheram Marcelo Gleiser para apresentar o quadro “Poeira nas Estrelas” do Fantástico. O cara não é só um cientista renomado, seu grande trunfo é ser didático e passar seus conhecimentos sobre a história da fÃsica e da astronomia de maneira simples para nós, leigos. Já li dois de seus livros, que por sinal, são ótimos. Um deles nada mais é que uma coletânea dos melhores textos para sua coluna na Folha de S. Paulo.
“Poeira nas Estrelas” quer seguir a linha da série americana “Cosmosâ€?, com Carl Sagan, só que não chega nem aos pés. Quando a história começa a ficar interessante, o programa acaba. Fica sempre o gostinho de quero mais. E a culpa não é de Gleiser, claro. O Fantástico tem o poder de fazer qualquer material interessante se tornar o mais raso possÃvel.
Assim foi também com “Caçadores de Mitos“, um programa originalmente de uma hora de duração, transformado num quadro de 5 minutinhos, completamente retalhado que obviamente nem mostrava um mito completo, só o resultado final.
A idéia é boa, mas a maneira como é negócio é feito chega a ser até falta de respeito com o telespectador. Ou de repente o problema é comigo mesmo que ainda gasto meu domingo à noite vendo Fantástico…
