Meu blog tá abandonado, eu sei.
Há tempos que ando sem nenhuma paciência para escrever e com a gravidez isso só se intensificou, porque tudo que eu penso e respiro tem a ver com o fato da Clara estar chegando.
Estou me sentindo uma chata, bitolada e fútil que não se interessa por nenhum outro assunto.
Filmes? Só em casa, de vez em quando. Quando não durmo na metade.
Livros? Sobre gravidez, maternidade e coisas afins.
Internet? Para qualquer dúvida que eu tenha ou informação que eu queira sobre O assunto.
Uma das coisas que tenho procurado saber ultimamente é sobre o sangue do cordão umbilical. De uns anos pra cá, pesquisadores descobriram neste sangue um grande número de “células-tronco” que tem o potencial de gerar qualquer tecido do organismo e por isso são tão importantes para os transplantes de medula óssea.
O fato de coletar esse sangue imediatamente após o nascimento do bebê virou uma mina de ouro. Existem vários laboratórios especializados que se comprometem em colher o material, armazená-lo por décadas e disponibilizá-lo se por acaso, seu filho precisar. Esse serviço custa uma pequena fortuna, mas….quanto vale o bem-estar do seu pequenino?
Descobri que o INCA dispõe desse serviço gratuitamente, porém você estará fazendo uma doação, o que não garante que, caso haja necessidade do seu filho utilizar o material, ele estará disponível.
Já me dei por satisfeita o suficiente em fazer a coleta pelo INCA. Eu não tenho a menor idéia se uma dia esse sangue será útil para a Clara (e eu espero que não seja nunca), mas quem sabe ele poderá ser útil para uma outra pessoa qualquer que seja compatível?
Essa semana liguei pra lá e me informaram que o serviço estava cancelado por tempo indeterminado. Eles entregavam para a gestante um kit de coleta que poderia ser utilizado em qualquer maternidade com a prévia autorização do obstetra e mais uma série de recomendações e critérios, mas agora ela só é feita em dois hospitais, pelo próprio pessoal do INCA.
Parece que não estava dando muito certo distribuir o kit para que o próprio obstetra ficasse responsável pela coleta. Muitas vezes o procedimento não era feito da maneira correta e a grande maioria do material acabava sendo inutilizado
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