Estava falando com o Cris outro dia sobre a quantidade de sacos plásticos que acumulamos em casa depois de irmos ao supermercado. Não faz o menor sentido! Aqui em casa, fiz questão de comprar uma lixeira na qual pudéssemos utilizar essas sacolinhas para descartar o lixo, mas mesmo assim, a quantidade de lixo que geramos, não é suficiente para gastar o amontoado de sacolas que trazemos pra casa.
Quando morávamos no Canadá, tínhamos que levar nossas próprias sacolas ao ir fazer compras, senão, pagar uma taxa extra por elas no supermercado. E as pessoas realmente vão às compras com suas próprias sacolas: sejam as de plástico, de pano, de palha e até suas mochilas. Ou seja, acabaram sendo conscientizados pelo bolso. Isso não é só no Canadá, muitos países já adotaram a medida. Aqui, isso é até comum nesses hipermercados que vendem por atacado, mas pára por aí.
É uma atitude que parece besta em princípio, mas é extremamente inteligente e totalmente sustentável: deixamos de desperdiçar tanto saco plástico que acaba ficando sem utilidade, ocupando espaço em casa e ainda ajudamos o meio ambiente. A idéia é evitar a produção exagerada de lixo, reaproveitando o que for possível.
A matéria-prima dessas sacolas de supermercado é o plástico filme, produzido a partir de uma resina chamada polietileno de baixa densidade (PEBD). No Brasil são produzidas trocentas toneladas anuais desse plástico filme, que com certeza representa um bom bocado de todo o lixo do país. Essas sacolas são as mesmas que entopem os bueiros, provocando inundações. Dos bueiros, elas são carregadas para os riachos, lagoas e para o mar. Sem falar que este plástico é de difícil reciclagem, de custo altíssimo, além de demorar muuuuuuitos anos para ser decomposto. :-/
Mas é impressionante como o país que tem uma das legislações ambientais mais avançadas do planeta, ainda não acordou DE VERDADE para o problema do descarte de embalagens em geral e dos sacos plásticos em particular.
No final das contas, não tem nada de impressionante nisso. O que fica valendo é que os empresários que abastecem o mercado que faz uso desse tipo de material, não ficariam nada felizes…
